
FACOM e IHAC fazem propositura conjunta para concessão da medalha de mérito funcional a Ailton Antônio Oliveira

A proposta de propositura para a concessão da medalha de mérito funcional a Ailton Antônio Oliveira, de acordo com a resolução 02/2016 da Universidade Federal da Bahia (UFBA) permite o reconhecimento da sua atuação, marcada pelo empenho e comprometimento, como servidor técnico-administrativo da instituição. A passagem de Ailton pela UFBA, iniciada na Escola de Biblioteconomia e Comunicação (EBC), prosseguiu na Faculdade de Comunicação (FACOM), após a transformação em unidade autônoma de ensino, e, por fim, no Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Professor Milton Santos (IHAC). Uma trajetória de 46 anos, iniciada em 1972, em 10 de agosto e encerrada, em 2018, no dia 20 de novembro, com a aposentadoria.
Ailton nasceu em Nazaré, no Recôncavo da Bahia, em 5 de junho de 1947. Ele iniciou os estudos na cidade e realizou os cursos primário e de ginásio, que correspondem, atualmente, ao ensino fundamental, respectivamente, na Escola Dr. José Marcelino de Souza, em seguida no Colégio Clemente Caldas e Colégio Estadual de Nazaré, até 1966. O equivalente ao ensino médio, cursou no Colégio Manoel Devoto, em Salvador. Ao mesmo tempo, no Instituto Central de Educação Isaías Alves (ICEIA), fez o curso de magistério, no qual obteve o título de professor primário. Os dois cursos foram concluídos em 1969.
A vida escolar de Ailton prosseguiu com a conclusão de três cursos de graduação, na mesma UFBA na qual trabalhou como servidor técnico-administrativo. Ele primeiro fez o Bacharelado em Geografia, que terminou em 1979. Depois a Licenciatura do mesmo curso, concluída dois anos depois, em 1981, e uma nova graduação em Ciências Contábeis, quando trabalhava na Faculdade de Comunicação, em 1990.
Ailton, filho do ferroviário Manoel de Oliveira, e da doceira Bráulia Victória de Oliveira, tem mais três irmãos – Aloysio, Américo e Adilson -, todos com formação superior e atuação, pela ordem, como advogado, historiador e oficial da Polícia Militar; empresário e educador físico; e Promotor de Justiça. Em toda a trajetória como servidor da UFBA, Ailton conciliou o trabalho com a qualificação acadêmica, encerrada com uma Pós-Graduação em Gestão de Processos Universitários, em 2015, na Universidade Federal da Bahia, após a realização dos três cursos de graduação.
A primeira função na UFBA, Ailton desempenhou na Escola de Biblioteconomia e Comunicação, como inspetor de alunos, aprovado em concurso, em 1972, ano que marca o seu ingresso na Universidade Federal da Bahia. Dez anos depois, após um novo processo seletivo, passou a técnico de assuntos educacionais, em outubro de 1982, empossado um mês depois, com a publicação do ato no Diário Oficial da União, no mês seguinte, em novembro. Ailton trabalhou na EBC até a separação do curso de Comunicação, com a transformação em unidade autônoma, em 1987.
A mudança para a nova unidade, a partir da constituição da Faculdade de Comunicação, em 13 de novembro de 1987, surgiu como uma opção buscada em consenso nas duas unidades – a anterior e a nova. Os servidores que faziam parte da antiga sede do curso de Comunicação, a EBC, foram divididos, a partir da quantidade total deles, pelas duas unidades, de uma forma que não houvesse prejuízo para as atividades de nenhuma delas, de acordo com as tarefas que cada servidor desempenhava. A unidade surgida da divisão é o atual Instituto de Ciência da Informação (ICI), cuja origem é o curso de Biblioteconomia, mantido em funcionamento com o de Comunicação, no Canela, desde o fim dos anos 1960.
A FACOM, com a separação, trocou de localização, com a ida para o prédio da antiga Biblioteca da UFBA, no mesmo bairro, ao lado da Escola de Música, onde, atualmente, está instalado o Instituto de Saúde Coletiva (ISC). O diretor escolhido para a nova unidade da UFBA, o professor Antônio Dias, depois da posse, fez o convite para que ele, Ailton, assumisse a função de Chefe de Apoio Administrativo e Financeiro.
Por todo o tempo que trabalhou na FACOM, Ailton esteve na função para a qual foi convidado, quando foram diretores da unidade, após Antônio Dias, os professores Albino Rubim, Ailton Sampaio, Ruy Espinheira Filho, Marcos Palacios e Giovandro Ferreira. A saída ocorreu quando aceitou a transferência para o IHAC, a convite de Albino Rubim, para colaborar na criação da unidade, a partir de 2008. O IHAC (Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Professor Milton Santos) é uma unidade multi/inter/transdisciplinar, cuja finalidade é a formação e a difusão de conhecimentos humanísticos, artísticos e científicos.
Ailton trabalhou na criação e implantação do IHAC, o que favoreceu a designação para trabalhar como Gerente Administrativo e Financeiro, depois da posse de Albino Rubim como diretor. Ele ficou na unidade até a aposentadoria, em 2018, período em que foram diretores do Instituto os professores Sérgio Farias e Messias Bandeira. No IHAC, Ailton fez parte da equipe técnica que alicerçou a implantação do Instituto e dos seus Bacharelados Interdisciplinares, juntamente com os servidores Delmira Nunes, Fátima Pires e Victor Guerra. Com sua participação experiente, sensível e sempre prezando pelas boas relações interpessoais, era um elo entre colegas, fortalecendo o espírito fraternal no serviço público, e sendo respeitado como referência de dedicação e alegria.
A longa trajetória de Ailton nas unidades onde atuou como servidor sempre foi de plena dedicação e atenção com todos, de diferentes formas. As suas atitudes atenuavam as diferentes situações que ocorriam, em parte pelo espírito contestador dos jovens estudantes, além da disposição de ultrapassar os limites, principalmente em relação ao comportamento, em um período que havia a sombra do regime militar, iniciado antes do funcionamento da EBC e encerrado, em 1985, pouco tempo antes da FACOM ser transformada em uma unidade autônoma.
Ailton sempre buscava a conciliação. Ao mesmo tempo que realizava as tarefas que eram atribuídas a ele, estava envolvido em atividades com a participação de docentes e estudantes, principalmente nas disputas de partidas de futebol. Para muitos dos estudantes, especialmente do curso de Comunicação, quando ainda funcionava na EBC, a lembrança dele é de um zagueiro que atuava de maneira firme, com a mesma determinação do trabalho como servidor.
Em outra época, quando o futebol ainda era um elo importante, fez parte de outro time, composto por professores da FACOM, a partir de 1987. A presença dele era destacada em mais atividades que apenas as relacionadas com a diversão. Apesar das funções relacionadas com a condição de Chefe de Apoio Administrativo e Financeiro, colaborava com as diversas experiências realizadas na Faculdade, que contribuíam para a formação dos estudantes, como atuar na operação da emissora de rádio, instalada, debaixo de uma escada, no acesso ao primeiro andar, no prédio, no Canela. A instalação provisória era a alternativa disponível, antes da mudança para o antigo Restaurante Universitário, em Ondina, onde a Faculdade de Comunicação foi instalada, no início dos anos 2000. Um novo episódio de ocupação, com a mobilização de docentes, técnico-administrativos e estudantes.
A lembrança de Ailton, a sua trajetória como servidor técnico-administrativo, consciente das funções e tarefas, tem diferentes marcas, nas quais todas permitem destacar o seu comprometimento, dedicação e a atenção que dedicava para as atribuições que era designado. O seu exemplo é uma inspiração para quem tem o trabalho no serviço público como atividade profissional. Uma trajetória de dedicação às duas unidades da UFBA (FACOM e IHAC) que justifica essa propositura conjunta.
Washington José de Souza Filho (Diretor da FACOM)
Luís Augusto Vasconcelos da Silva (Diretor do IHAC).